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quinta-feira, 8 de março de 2012
Setor de bares vive boom no estado de São Paulo
O estado de São Paulo teve cerca de 34 bares abertos por dia em 2011. Para restaurantes a
média também foi grande, de 23 por dia. Os dados são da Jucesp (Junta Comercial do Estado
de SãoPaulo).
O setor de bares e restaurantes vive uma grande expansão, mas a quantidade de estabelecimentos
que fecham as portas também impressiona: só ano passado, 2.026 bares e 1.772 restaurantes.
O diretor da FHORESP (Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo), Edson Pinto, atribui o grande número de empresas abertas ao bom momento da economia brasileira, maior organização patronal, mais incentivo ao setor de turismo no país e também a falsa ideia de que é fácil administrar esse tipo de negócio. “Com R$ 30 mil, R$ 40 mil,hoje é possível abrir um pequeno bar, mas como muitos são mal administrados, metade fecha em até
dois anos”, afirma.
O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Microe Pequenas Empresas) estima que existem no
país cerca de 1,5 milhão de bares e restaurantes, que empregam 4,5 milhões. É o segundo subsegmento que mais emprega no país, depois da construção civil.
RIQUEZA /O salário médio do trabalhador brasileiro foi recorde em janeiro, chegando a R$ 1.672,20 — valor mais alto para o mês desde março de 2002. Essa melhora na renda é o que vem estimulando mais pessoas a comerem ou beberem fora de casa.
A consultora do Sebrae-SP especialista para alimentação fora do lar, Karyna Dantas, destaca
que a vida noturna e a gastronomia no país já se transformaram numa grande fonte de
riqueza. “O entretenimento dos centros urbanos já é completamente ligado aos bares e restaurantes.”
Porém, ela também critica o amadorismo do setor, o que impede muitos negócios de
vingarem. “Ainda é comum os empresários montarem o cardápio sem pensar no almoço e jantar. Também não pensam nos períodos de maior movimento ou ociosidade. Isso é jogar dinheiro fora”, ressalta.
A especialista diz que o empresário deve fazer uma grande reflexão, levando em conta fatores
como público a ser atendido, fornecedores e leis que deve cumprir. É preciso habilidade
para o negócio.
Várias normas dificultam o setor
O Brasil tem centenas de normas municipais, estaduais e federal que os bares e restaurantes
precisam cumprir para funcionarem. Edson Pinto critica isso e diz que a FHORESP precisou criar
um departamento apenas para estudar e prestar assessoria sobre essas normas.
Reter mão de obra é problema sério
A consultora do Sebrae-SP, Karyna Dantas, lembra que a carga horária em média do setor é de 10 horas por dia e o piso salarial em muitos locais é inferior ao da construção civil. “Reter os bons funcionários nesse ramo é difícil. O empresário precisa investir em cursos e fazer o colaborador se sentir dono da empresa e saber quais são seus deveres frente ao funcionário”, diz.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Micro empresa é o principal caminho para emprego
De cada cem vagas de emprego formais geradas em julho deste ano no Brasil, 78 estavam nas MPEs (micro e pequenas empresas). As informações constam em levantamento feito pelo Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) a partir de dados do Ministério do Trabalho.
Segundo o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, a marca de 78% é recorde . “A média histórica era 52,3%, mas desde o ano passado vem aumentando. A nova classe média, uma nova população no mercado de consumo, está impulsionando isso”, comenta.
Perfil diferente /As MPEs brasileiras se caracterizam por contratar jovens no Brasil. Muitas vezes são a porta de entrada para o mercado de trabalho.
O diretor nacional de educação da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Luiz Edmundo Rosa, afirma que a MPE também absorve muito pessoal não qualificado para vagas mais sofisticadas ou para indústrias, já que cerca da metade vai trabalhar nos setores de serviços e comércio. “A pequena empresa tem muitos profissionais generalistas, mas também o trabalhador é avaliado diariamente. Uma qualidade comum exigida para o profissional é o bom atendimento ao público”, diz.
Somando os sete primeiros meses do ano, as micro e pequenas empresas criaram 1 milhão e 40 mil de postos de trabalho formais. Em julho, foram 109 mil empregos, sendo 107,9 mil em empresas de até 4 funcionários.
Comércio e serviços contrataram em julho 46,2% do total de vagas de MPEs
A média de vagas criadas no primeiro semestre foi de 71% do total geral
Briga é para equiparar salários no Brasil
O diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, ficou irritado ontem ao ser questionado se é natural o salário numa pequena empresa ser menor do que numa grande empresa. “Por quê? Isso é um pensamento errado. Em economias maduras a diferença já é muito pequena. O que determina salário é a produtividade, temos só que melhorar isso no Brasil”, comenta.
Ele destaca que as MPEs precisam avançar em competitividade, inovação, tecnologia e melhoria da gestão. “São objetivos que toda a pequena empresa deve perseguir, todos sairão ganhando”, diz.
Segundo o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, a marca de 78% é recorde . “A média histórica era 52,3%, mas desde o ano passado vem aumentando. A nova classe média, uma nova população no mercado de consumo, está impulsionando isso”, comenta.
Perfil diferente /As MPEs brasileiras se caracterizam por contratar jovens no Brasil. Muitas vezes são a porta de entrada para o mercado de trabalho.
O diretor nacional de educação da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Luiz Edmundo Rosa, afirma que a MPE também absorve muito pessoal não qualificado para vagas mais sofisticadas ou para indústrias, já que cerca da metade vai trabalhar nos setores de serviços e comércio. “A pequena empresa tem muitos profissionais generalistas, mas também o trabalhador é avaliado diariamente. Uma qualidade comum exigida para o profissional é o bom atendimento ao público”, diz.
Somando os sete primeiros meses do ano, as micro e pequenas empresas criaram 1 milhão e 40 mil de postos de trabalho formais. Em julho, foram 109 mil empregos, sendo 107,9 mil em empresas de até 4 funcionários.
Comércio e serviços contrataram em julho 46,2% do total de vagas de MPEs
A média de vagas criadas no primeiro semestre foi de 71% do total geral
Briga é para equiparar salários no Brasil
O diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, ficou irritado ontem ao ser questionado se é natural o salário numa pequena empresa ser menor do que numa grande empresa. “Por quê? Isso é um pensamento errado. Em economias maduras a diferença já é muito pequena. O que determina salário é a produtividade, temos só que melhorar isso no Brasil”, comenta.
Ele destaca que as MPEs precisam avançar em competitividade, inovação, tecnologia e melhoria da gestão. “São objetivos que toda a pequena empresa deve perseguir, todos sairão ganhando”, diz.
Força dos pequenos
+ Segundo o Sebrae, no Brasil existem 5,1 milhões de empresas. Desse total, 98% são micro e pequenas empresas
No estado de São Paulo, há cerca de 1,3 milhão de MPEs, que empregam cerca de 6 milhões pessoas em empresas formalizadas
+ Veja quantos Empreendedores Individuais existem por cidades
BAURU 2.922
DIADEMA 2.800
ITATIBA 521
JAÚ 583
JUNDIAÍ 2.189
MARÍLIA 1.955
SANTO ANDRÉ 4.121
SÃO BERNARDO DO CAMPO 4.419
SÃO CAETANO DO SUL 1.009
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 2.714
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS 4.346
SÃO PAULO 109.174
SOROCABA 4.592
TAUBATÉ 1.824
DIADEMA 2.800
ITATIBA 521
JAÚ 583
JUNDIAÍ 2.189
MARÍLIA 1.955
SANTO ANDRÉ 4.121
SÃO BERNARDO DO CAMPO 4.419
SÃO CAETANO DO SUL 1.009
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 2.714
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS 4.346
SÃO PAULO 109.174
SOROCABA 4.592
TAUBATÉ 1.824
ESTADO DE SÃO PAULO 332.232
+ Informações para se tornar um empreendedor individual
Fontes: Ministério do Desenvolvimento e Sebrae
domingo, 19 de junho de 2011
Sebrae-SP vai colocar MPEs nas novas mídias
Extrair todo o potencial de negócios, interatividade e informação das novas mídias para uso das MPEs (Micro e Pequenas Empresas) do estado de São Paulo. Essa é uma das principais metas do novo diretor superintendente do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Bruno Caetano, para este ano. (Veja arte ao fim da matéria)
Ele é ex-secretário estadual de comunicação e sucede Ricardo Tortorella, que foi para o cargo de diretor técnico do Sebrae-SP. Bruno falou ao BOM DIA dos planos de sua gestão, que incluem, além dos projetos de novas mídias, ações como mais formalização de empresas através do MEI (Microempreendedor Individual), novos cursos de capacitação e mais estímulos à competitividade.
Novo cenário /A aposta em trabalhar com novas mídias foi justificada por Bruno com uma constatação: as vendas de smartphones superaram recentemente a de computadores pessoais (PCs) no mundo. “Essa é uma tendência que também será observada no Brasil”, afirma.
Por esse motivo as metas são trabalhar com móbile site, tablets (dispositivos pessoais em forma de prancheta, que podem ser usados para acesso à internet), web TV, redes sociais, entre outras ferramentas (veja ao lado). O objetivo com isso é expandir toda a comunicação do Sebrae-SP com os pequenos empreendedores e também tornar mais fácil a eles o uso dessas ferramentas. Faz parte do planejamento dos Núcleos Digital e de EaD (Ensino à Distância) ações visando inclusão digital das MPEs que vão desde cursos a distância a tutoriais explicativos sobre desenvolvimento de sites.
Para se ter uma ideia, segundo estudo da consultoria IDC Brasil, as empresas brasileiras vão entrar de vez no mundo dos tablets neste ano com 30% a 40% das compras totais no mercado nacional, estimadas em 300 mil aparelhos.
De olho nesse potencial corporativo o governo federal também tem planos para tornar mais acessível a compra dos tablets, hoje com preços que variam entre R$ 599 a R$ 2.699, dependendo de promoções, do modelo e também se está no plano de alguma operadora de telefonia. Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, são estudadas medidas de incentivo na forma de crédito e menos tributação para ter preços para entre R$ 400 e R$ 500, mas a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) fala em valores possíveis entre R$ 800 e R$ 1 mil.
MEIs
A meta do Sebrae-SP é a formalização de 125 mil empresas com o MEI neste ano.
Até fevereiro, eram
54 mil MEI na Capital e 135 mil no interior de São Paulo.
Opinião
Ronaldo Fragoso, sócio-diretor da consultoria Deloitte Brasil
Planejar é ponto chave para vencer
O número de pequenas empresas que fecha antes de completar cinco anos ainda é muito alto no Brasil. O pequeno empreendedor precisa ter um planejamento prévio para abrir sua empresa. É necessário definir antes quais serão suas receitas, custos e lucro previstos para ver se o negócio é viável ou que ajustes podem ser feitos para chegar nesse objetivo. O planejamento financeiro, levando em conta todos os custos, aluguel e salários, vai evitar que o fluxo de caixa fique comprometido no futuro com empréstimos. Fatores como a escolha do ponto e que serviço diferenciado oferecer também são essenciais. A barreira crítica é vencer o primeiro ano, mas também é necessário fazer um planejamento de longo prazo, usando parte do lucro para treinar funcionários e reinvestir em inovação. Pequenas empresas têm também que pensar em inovação de tecnologia ou gestão. Elas têm que se reinventar todos os dias para manter clientes e conseguir novos. O Brasil tem atualmente um bônus demográfico, o ápice do número de pessoas em condição de produzir e consumir, que vai durar cerca de 20 anos. Nesse cenário as pequenas empresas terão muitas oportunidades, principalmente nas áreas de serviços, TI, hotelaria, construção, óleo e gás.
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