Com o avanço cada vez maior das forças rebeldes em Trípoli, capital da Líbia, a ditadura de 42 anos de Muammar Kadafi parece estar chegando ao fim. Mas há grandes riscos de um tirano entrar no lugar do atual.
O professor de Relações Internacionais da ESPM e ex-funcionário do Conselho de Segurança da ONU, Heni Ozi Cukier, comenta que a Líbia, um país sem Constituição que, antes de construir um estado, precisa construir uma nação. “É um país muito fragmentado, com cerca de 140 tribos e que sempre foi unido na base da força. Seria comum se outro tirano ascendesse ao poder”, diz.
O CNT (Conselho Nacional de Transição), órgão político da rebelião na Líbia, já deu declarações sobre as etapas a serem atingidas para chegar numa democracia, mas a complexidade do país dificulta isso. A Líbia tem cidades separadas pelo deserto e sem boas ligações terrestres, por isso o leste e oeste nunca foram completamente unificados. Além disso, há extremistas muçulmanos em solo líbio.
Brasil /A Líbia é um parceiro comercial pequeno do Brasil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, ano passado foram exportados US$ 456 milhões aos líbios. As exportações totais brasileiras encerraram o período com valor de US$ 201,9 bilhões.
Para Heni, a provável queda de Kadafi deve afetar apenas politicamente o Brasil. “O Itamaraty, desde o presidente Lula, sempre foi contra a uma participação internacional na Líbia, defendendo sua soberania. No aspecto legal foi uma posição correta, mas moralmente ficou feio para o Brasil”, analisa.
Ditador tem fortuna de US$ 100 bilhões espalhada pelo mundo
Parte do dinheiro foi bloqueado, o que facilitou o avanço dos rebeldes
Paradeiro de Kadafi
é incerto
O governo norte-americano anunciou ontem que não há evidências de que o ditador da Líbia, Muammar Kadafi, tenha deixado Trípoli após a chegada das tropas rebeldes. Durante o conflito, também especulou-se que Kadafi poderia se refugiar na Venezuela, mas isso não foi confirmado ontem.
Setor do petróleo reage bem
A queda iminente de Kadafi animou o setor petrolífero, já que a Líbia é responsável por 2% do petróleo mundial e, desde que a revolta popular começou, sua produção caiu. Em Londres, a cotação do barril de petróleo Brent caiu 1,38% para 107,12 dólares.
Site do jornalista Reinaldo Chaves. Conheça mais em http://br.linkedin.com/in/reinaldochaves
terça-feira, 23 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Anote aí: trabalho temporário vai crescer no Natal deste ano
O trabalho temporário é uma esperança de emprego todos os anos para milhares de brasileiros. A data mais forte de contratação sempre é o Natal, mas neste ano existe o temor popular de que os efeitos de uma possível crise econômica nos EUA e na Europa cheguem ao Brasil.
Porém, o Natal de 2011 parece estar “salvo”. A Manpower, empresa multinacional de gestão de mão de obra terceirizada, a maior do ramo, afirma que continua recebendo vários pedidos para intermediar a contratação de trabalhadores para o comércio e a indústria.
A empresa estima que o consumo durante o último trimestre do ano deve crescer cerca de 6%, apesar de ser uma taxa menor que os 15% registrados no mesmo período do ano passado. “O Brasil vive hoje um crescimento recorde, mesmo à sombra das instabilidades internacionais”, diz Riccardo Barberis, executivo da Manpower.
A indústria paulista também afirma esperar crescimento, mesmo que menor. Segundo dados apresentados esta semana pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ), o setor deve registrar 2,4% de crescimento no período, contra os 4,7% obtidos em 2010.
efetivações /A diretora de comunicação da Asserttem (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário), Jismália de Oliveira Alves, lembrou ontem que a crise financeira mundial de 2008 só atingiu o Brasil no ano seguinte, por isso espera que o trabalho temporário não seja afetado este ano também.
“Com certeza o Natal deste ano vai ter aumento de contratações. As empresas já compraram suas matérias-primas e já têm seu planejamento para o final de ano”, comenta.
De acordo com a Asserttem, em 2009 o trabalho temporário foi afetado principalmente nas efetivações, ou seja, as empresas continuaram contratando, mas frearam as efetivações. Em 2008, esse índice foi de 28% e no ano seguinte, 25%.
Ministro descarta que crise vá afetar empregos
Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, foram criados 1,59 milhão de empregos com carteira assinada nos sete primeiros meses deste ano. Com isso, houve queda de 14% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,85 milhão de vagas. No mês passado, o país registrou a criação de 140.563 empregos em julho, queda de 22,6% em relação a julho do ano passado.
Ao apresentar os números, ontem, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) afirmou que as férias de julho e a queda na produção agrícola no Sul e Sudeste prejudicaram a geração de vagas, além das medidas do governo para desacelerar a economia para combater a inflação. Mas ele praticamente descartou que a atual crise internacional atinja o mercado de trabalho brasileiro.
“O pivô da crise é os EUA. O poder de consumo do americano está diminuindo. Eles têm que tomar algumas medidas para incentivar o consumo. É um comportamento completamente diferente da realidade brasileira”, disse o ministro.
Jovens se beneficiam
“Nosso setor [trabalho temporário] vem crescendo de 7% a 8% ao ano. Grande parte para jovens em situação de primeiro emprego”
Jismália de Oliveira Alves
diretora da Asserttem
Natal do ano passado
140 mil vagas temporárias no Brasil -> alta de 12% em relação ao Natal de 2009
42.434 no estado de São Paulo
+ Principais áreas com vagas para o Natal
Comércio (lojas de rua, os shoppings e os supermercados) -> profissionais mais procurados são vendedores e caixas
Porém, o Natal de 2011 parece estar “salvo”. A Manpower, empresa multinacional de gestão de mão de obra terceirizada, a maior do ramo, afirma que continua recebendo vários pedidos para intermediar a contratação de trabalhadores para o comércio e a indústria.
A empresa estima que o consumo durante o último trimestre do ano deve crescer cerca de 6%, apesar de ser uma taxa menor que os 15% registrados no mesmo período do ano passado. “O Brasil vive hoje um crescimento recorde, mesmo à sombra das instabilidades internacionais”, diz Riccardo Barberis, executivo da Manpower.
A indústria paulista também afirma esperar crescimento, mesmo que menor. Segundo dados apresentados esta semana pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ), o setor deve registrar 2,4% de crescimento no período, contra os 4,7% obtidos em 2010.
efetivações /A diretora de comunicação da Asserttem (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário), Jismália de Oliveira Alves, lembrou ontem que a crise financeira mundial de 2008 só atingiu o Brasil no ano seguinte, por isso espera que o trabalho temporário não seja afetado este ano também.
“Com certeza o Natal deste ano vai ter aumento de contratações. As empresas já compraram suas matérias-primas e já têm seu planejamento para o final de ano”, comenta.
De acordo com a Asserttem, em 2009 o trabalho temporário foi afetado principalmente nas efetivações, ou seja, as empresas continuaram contratando, mas frearam as efetivações. Em 2008, esse índice foi de 28% e no ano seguinte, 25%.
Ministro descarta que crise vá afetar empregos
Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, foram criados 1,59 milhão de empregos com carteira assinada nos sete primeiros meses deste ano. Com isso, houve queda de 14% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,85 milhão de vagas. No mês passado, o país registrou a criação de 140.563 empregos em julho, queda de 22,6% em relação a julho do ano passado.
Ao apresentar os números, ontem, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) afirmou que as férias de julho e a queda na produção agrícola no Sul e Sudeste prejudicaram a geração de vagas, além das medidas do governo para desacelerar a economia para combater a inflação. Mas ele praticamente descartou que a atual crise internacional atinja o mercado de trabalho brasileiro.
“O pivô da crise é os EUA. O poder de consumo do americano está diminuindo. Eles têm que tomar algumas medidas para incentivar o consumo. É um comportamento completamente diferente da realidade brasileira”, disse o ministro.
Jovens se beneficiam
“Nosso setor [trabalho temporário] vem crescendo de 7% a 8% ao ano. Grande parte para jovens em situação de primeiro emprego”
Jismália de Oliveira Alves
diretora da Asserttem
Trabalho temporário sem crise
Natal do ano passado
140 mil vagas temporárias no Brasil -> alta de 12% em relação ao Natal de 2009
42.434 no estado de São Paulo
Até julho deste ano
114,8 mil vagas temporárias -> alta de 10% em relação ao período de janeiro a julho do ano passado
114,8 mil vagas temporárias -> alta de 10% em relação ao período de janeiro a julho do ano passado
Natal deste ano
Ainda não há estimativas exatas, mas a expectativa de empresas de RH e do setor de trabalho temporário é manter a alta nas contratações, mas com uma alta um pouco menor do que em 2010
Ainda não há estimativas exatas, mas a expectativa de empresas de RH e do setor de trabalho temporário é manter a alta nas contratações, mas com uma alta um pouco menor do que em 2010
+ Principais áreas com vagas para o Natal
Comércio (lojas de rua, os shoppings e os supermercados) -> profissionais mais procurados são vendedores e caixas
Indústria (segmentos de alimentos, bebidas, bens de consumo, vestuário, brinquedos, eletrônicos e papel) -> profissionais mais procurados são operadores de linhas de produção
+ Onde achar sua vaga
Sites para cadastrar seu currículowww.empregasaopaulo.sp.gov.br
www.gelre.com.br
www.manpower.com.br
www.gelre.com.br
www.manpower.com.br
Fontes: Ipema, Asserttem e empresas de RH
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Agronegócio sobe; China deve manter ânimo brasileiro
Um dos principais motores da economia brasileira, o agronegócio, está com um grande desempenho nas exportações, mas também vive a incerteza da crise econômica que pode se alastrar pelo mundo.
Ontem, o Ministério da Agricultura revelou que o agronegócio alcançou um novo recorde ao exportar, no acumulado dos últimos 12 meses, entre agosto do ano passado e julho deste ano, US$ 85,76 bilhões em produtos agropecuários. O resultado é 23,7% maior que o registrado nos 12meses anteriores, quando o valor comercializado para o exterior foi US$ 69,36 bilhões.
FATOR CHINA /O pesquisador do IEA (Instituto de Economia Agrícola) José Sidnei Gonçalves disse ontem que um impacto negativo da crise nas exportações agrícolas, se acontecer,deve apenas ocorrer no ano que vem, pois os contratos comerciais têm em média quatro meses.
“Mas a China é o principal comprador dos produtos do agronegócio brasileiro. Eles atravessam problemas com inflação atualmente, mas o país está se urbanizando e precisa comer. A tendência é as compras continuarem altas”, diz
.
Porém, um risco é a queda no preço das commodities agrícolas, que têm seu valor definido em negociações no mercado financeiro. Se a crise deixar os mercados pessimistas, de “mau humor”, aí o preço deve cair. No
começo da semana as principais commodities agrícolas já encerraram com perdas expressivas no mercado norte-americano, inclusive no açúcar.
Principais compradores do Brasil são a China (14,8%) e os Países Baixos (7,4%)
Os três produtos líderes do 1º semestre são soja, carne e o complexo sucroalcooleiro
Ministério tem cenário similar a 2009
O Ministério da Agricultura informou que não considera que o agronegócio brasileiro será afetado pela crise dos países ricos. O secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura,
Célio Porto, acredita que não haverá grande impacto nas exportações brasileiras. “A experiência de 2009 [ano da crise financeira mundial] mostra que o impacto pode ser maior nos preços e não nas quantidades
demandadas”, explica.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Juro do cheque é o maior dos últimos cinco anos no país
Alerta para quem está endividado ou pensa em contrair alguma. As taxas de juros voltaram a se elevar mês passado, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
O destaque negativo foi a taxa média do cheque especial, que passou de 8,10% ao mês para 8,27%, a maior
desde fevereiro de 2005. A razão apontada são as medidas tomadas neste ano pelo Banco Central para reduzir a demanda e combater a inflação, como a inclusão ou aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em várias operações de crédito.
Das seis linhas de crédito para pessoa física pesquisadas, apenas uma se manteve estável: o cartão de crédito rotativo, mas que já estava bem alta, 10,69%.
CRISE INCERTA /Segundo o vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, mantidas as condições atuais da economia, a expectativa é de que as taxas de juros voltem a ser elevadas nos próximos meses por conta dos efeitos das medidas já tomadas pelo governo.
Mas, caso a crise nos EUA e na Europa se agrave, com recessão nas principais economias do mundo, a tendência é o Banco Central reverter todas as medidas. “Se a crise desacelerar a nossa economia e com isso aumentar a inadimplência por conta de um desemprego maior, aí inevitavelmente os juros vão cair. Entretanto, dentro de um quadro destes a tendência é o governo tomar medidas para incentivar o consumo”, analisa.
Anefac recomenda organização
Para o consumidor conseguir viver nesse cenário de juros altos, a Anefac tem uma série de recomendações. O consumidor deve organizar a sua vida financeira elaborando um orçamento doméstico como forma de
definir quais são as suas reais necessidades e planejar todos os seus gastos considerando sempre apenas
sua renda disponível. Outra indicação é gastar menos do que tem de renda como forma de fazer uma reserva
financeira para eventuais gastos extras não previstos ou até para planejar a compra de algum bem no futuro. O cheque especial não é renda e deve ser utilizado por um período curto e emergencial.
Atenção para não ficar no vermelho
+ Taxa de juros ao mês em julho
Para consumidores
Comércio - 5,70%
Cartão de crédito - 10,69%
Cheque especial - 8,27%
CDC (bancos) - 2,37%
Empréstimo pessoal (bancos) - 4,67%
Empréstimo pessoal (financeiras) - 9,34%
+ Simulações
Uma pessoa que tenha uma dívida de R$ 100 todos os meses no cheque especial ao final do ano (12 meses)
Considerando uma dívida de R$ 100 não pagos após 12 meses este consumidor estaria devendo R$ 259,48
Uma dívida de R$ 100 no cartão de crédito ao final de um ano (12 anos)
Considerando uma dívida de R$ 100 não pagos após 12 meses este consumidor estaria devendo R$ 338,30
+ Pesquise a taxa de juros
Banco Central: http://www.bcb.gov.br/?TXJUROS
Fontes: Anefac e Banco Central
Luxo no Interior já gira R$ 71,5 bilhões
Requinte, sofisticação e marcas caras. Estamos sim falando do interior de São Paulo. É o novo mercado que marcas luxo estão apostando. E muito.
E há todos os motivos para esse interesse. A pedido da reportagem, a IPCMarketing, consultoria especializada no perfil de consumo das cidades brasileiras, fez um levantamento sobre o potencial de
consumo neste ano da classe A no Interior e em todas as 27 capitais do país.
O Interior de São Paulo lidera com R$ 71,5 bilhões na frente de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Marcos Pazzini, tecnólogo e diretor da IPCMarketing, comenta que há uma “interiorização do consumo”, seja pela migração de pessoas de mais renda para o Interior ou com a abertura e ampliação de empresas nessa região. “Houve um aumento do potencial de consumo nas classes A1 e A2 no período de 2010 para 2011, o que permite concluir que há espaço para consumo de mais artigos de luxo no interior de
São Paulo’, conclui.
PREÇOS ALTOS /Já há vários estabelecimentos voltados para esse público. Por exemplo, em
Sorocaba, o Padovanella Ristorante oferece pratos de alta gastronomia em média por R$ 90.
A grife Le Lis Blanc já tem oito lojas no Interior, sendo uma em Rio Preto há 2 anos e meio. Criada
pela empresária Traudi Guida em1988, é sinônimo de roupas femininas e produtos para a casa de alto luxo. A marca tem vestidos de seda de R$ 1,4 mil.
Nos imóveis, oCreci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) aponta apartamentos em áreas nobres de Rio Preto por R$ 5 m i l o metro quadrado, R$ 4.159,29 em Campinas, R$ 3.214,29 em São José dos Campos, e R$ 2.380,95 em Bauru.
Segundo estudo nacional da GfK Brasil e da MCF Consultoria & Conhecimento, o tíquete médio gasto pelos clientes do luxo no país, ao comparar os anos de 2009 e 2010, tem valores que passaram de R$2.726 em 2009 para R$ 4.710 no ano passado.
Mercado tem entraves para crescer mais
Segundo a GfK Brasil, a expansão do setor de luxo no Brasil tem entraves para crescer ainda mais. A penetração de produtos e serviços de luxo no país é estimada em apenas 2,5% da população, restringindo-se às camadas mais altas – predominantemente Classe A1 e parte da A2. O tamanho do mercado ainda
é desproporcional quanto à sua capacidade. Além disso, a ausência de mão de obra qualificada e a carga tributária (exageradamente alta, dificultando a implantação e desenvolvimento de mais empresas e marcas) também são apontados como problemas.
Empresas querem expansão fora do eixo Rio-São Paulo
Entre abril e maio deste ano, a GfK Brasil e MCF Consultoria & Conhecimento realizaram uma grande pesquisa com 79 empresas do segmento de luxo. As empresas apontaram que têm intenção de expandir suas marcas para fora do eixo Rio-São Paulo. Hoje a maioria dos clientes (34%) do setor estão na faixa de 35 a 45 anos. Paulo Carramenha, diretor presidente da GfK Brasil, destaca que a expansão de vendas no Brasil
deve acontecer com o alcance de mais públicos. “A maior longevidade do brasileiro e a melhoria de condições financeiras da população mais velha elevam em muito sua capacidade de consumo. Outro público a ser considerado é o de clientes mais jovens, que ainda é pouco explorado pelo setor. A estratégia para atingi-los deve ser baseada em ambiente virtual ”, analisa.
Interior luxuoso
+ Quanto as classes altas vão consumir este ano
Interior de São Paulo
A1 - R$ 13,9 bilhões
A2 - R$ 57,5 bilhões
Soma = R$ 71,5 bilhões
Cidade de São Paulo
A1 - R$ 15,9 bilhões
A2 - R$ 52,2 bilhões
Soma = R$ 68 bilhões
+ Detalhamento do Interior
-Alimentação fora de casa
A1 - R$ 663 milhões
A2 - R$ 3,2 bilhões
-Vestuário
A1 - R$ 233,9 milhões
A2 - R$ 1,4 bilhão
-Gastos com veículos
A1 - R$ 616 milhões
A2 - R$ 3,3 bilhões
(Classe A1 - renda média de R$ 13,1 mil / Classe A2 - renda média de R$ 9,1 mil)
+ Marcas mais desejadas
Louis Vuitton 23%
Giorgio Armani 10%
Chanel 8%
Christian Dior 6%
Gucci 5%
Tiffany & Co 4%
Ferrari 4%
+ Faturamento do mercado de luxo no Brasil
2006 - R$ 8,4 bilhões
2007 - R$ 9,9 bilhões
2008 - R$ 11,10 bilhões
2009 - R$ 12,30 bilhões
2010 - R$ 15,73 bilhões
2011 - R$ 20,9 bilhões
Fontes: GfK, MCF Consultoria e IPC Maps
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Estado vê crescimento histórico de estrangeiros e multinacionais
No começo do século passado, milhares de italianos, portugueses, japoneses, árabes, entre outras nacionalidades, adotaram o Brasil como pátria e ajudaram a consolidar o crescimento do estado de São Paulo.
Hoje ocorre algo parecido. Segundo o Ministério do Trabalho divulgou na semana passada, o número de imigrantes cresceu 39% no primeiro semestre no estado de São Paulo - total de 9.635. Nesse ritmo, o número geral no ano deve superar o do ano passado (22.371), que já foi historicamente muito alto.
São pessoas que chegam aqui aproveitando investimentos nacionais e externos. Segundo a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise dos Dados), 180 investimentos multinacionais ou com participação nacional foram anunciados no Interior entre 2009 e o primeiro semestre do ano passado, somando R$ 17,9 bilhões até 2039. No estado todo, também até 2039, são 993 investimentos, somando R$ 40,6 bilhões.
INTERCÂMBIO /O secretário de Desenvolvimento Econômico, do estado, Paulo Alexandre Barbosa,
afirma que há pelos dois polos de atração de imigrantes para trabalho especializado em São Paulo: no Interior, a produção de etanol, e no Litoral, a tecnologia de exploração de petróleo
em águas profundas.
“Esse intercâmbio de informações é positivo, porque facilita a formação de novos recursos humanos, ajudando na competitividade das empresas e estimulando a economia”, diz.
Segundo o coordenador geral do Conare (Comitê Nacional para Refugiados), Renato Zerbini, o Brasil e São Paulo, por causa da economia aquecida, já têm um movimento semelhante de imigrantes ao que aconteceu na segunda metade do século 19 e início do 20.
Fapesp tem acordos para segurar ‘cérebros’ estrangeiros
Estatuto do Estrangeiro recebe críticas
O Brasil teve vários fluxos imigratórios em sua história. Segundo o IBGE, o maior número ocorreu de 1904 a 1913, com pouco mais de um milhão de pessoas, sendo que a maioria era de portugueses, espanhóis e italianos.
Para o advogado do escritório Garcia, Fernandes e Advogados Associados, especialista em direito internacional, Luís Renato Vedovato, o país não tem hoje uma política para recepcionar o imigrante. “É um processo demorado, é exaustivo e burocrático, deixando o estrangeiro, na maioria das vezes, sem condições de lutar por seus direitos”, critica.
A Lei 6815/80, o chamado Estatuto do Estrangeiro, reserva à Polícia Federal a responsabilidade
de cuidar do estrangeiro, que recebe críticas de mau atendimento. Com as várias reclamações, o secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, comprometeu-se a facilitar o máximo possível a regularização definitiva de imigrantes beneficiados pela anistia realizada em 2009.
Imigrantes anistiados têm prazo atê este mês
Em julho de 2009, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 11.961, oferecendo o direito de os imigrantes em situação irregular ficarem no país, cerca de 45 mil estrangeiros na época. Agora é preciso que os anistiados com a residência provisória peçam a permanente. Os prazos vencem em agosto. Eles devem procurar a Polícia Federal.
TRÊS VISÕES DOS
IMIGRANTES
1 Imigrantes são bem
aceitos no Brasil
Pesquisa mundial do instituto de
pesquisa Ipsos MORI divulgada
na última sexta mostra que o
Brasil é o país que vê os imigrantes
de maneira mais positiva
(49%). Foram ouvidas 17 mil pessoas
em 23 países.
2 Há países em que há
muita rejeição
O número de pessoas insatisfeitas
com a presença de estrangeiros
foi consideravelmente maior
em alguns países europeus, como
Rússia (77%), Bélgica (72%), Grã-
Bretanha (71%), Itália (67%) e Espanha
(67%). Na Argentina também
houve muita rejeição (61%).
3 Maior queixa é
tomada de emprego
As queixas principais contra os
imigrantes são o aumento da dificuldade
para conseguir emprego
nos países e a pressão extra
sobre os serviços públicos que
acaba os deixando precários.
Hoje ocorre algo parecido. Segundo o Ministério do Trabalho divulgou na semana passada, o número de imigrantes cresceu 39% no primeiro semestre no estado de São Paulo - total de 9.635. Nesse ritmo, o número geral no ano deve superar o do ano passado (22.371), que já foi historicamente muito alto.
São pessoas que chegam aqui aproveitando investimentos nacionais e externos. Segundo a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise dos Dados), 180 investimentos multinacionais ou com participação nacional foram anunciados no Interior entre 2009 e o primeiro semestre do ano passado, somando R$ 17,9 bilhões até 2039. No estado todo, também até 2039, são 993 investimentos, somando R$ 40,6 bilhões.
INTERCÂMBIO /O secretário de Desenvolvimento Econômico, do estado, Paulo Alexandre Barbosa,
afirma que há pelos dois polos de atração de imigrantes para trabalho especializado em São Paulo: no Interior, a produção de etanol, e no Litoral, a tecnologia de exploração de petróleo
em águas profundas.
“Esse intercâmbio de informações é positivo, porque facilita a formação de novos recursos humanos, ajudando na competitividade das empresas e estimulando a economia”, diz.
Segundo o coordenador geral do Conare (Comitê Nacional para Refugiados), Renato Zerbini, o Brasil e São Paulo, por causa da economia aquecida, já têm um movimento semelhante de imigrantes ao que aconteceu na segunda metade do século 19 e início do 20.
Fapesp tem acordos para segurar ‘cérebros’ estrangeiros
Estatuto do Estrangeiro recebe críticas
O Brasil teve vários fluxos imigratórios em sua história. Segundo o IBGE, o maior número ocorreu de 1904 a 1913, com pouco mais de um milhão de pessoas, sendo que a maioria era de portugueses, espanhóis e italianos.
Para o advogado do escritório Garcia, Fernandes e Advogados Associados, especialista em direito internacional, Luís Renato Vedovato, o país não tem hoje uma política para recepcionar o imigrante. “É um processo demorado, é exaustivo e burocrático, deixando o estrangeiro, na maioria das vezes, sem condições de lutar por seus direitos”, critica.
A Lei 6815/80, o chamado Estatuto do Estrangeiro, reserva à Polícia Federal a responsabilidade
de cuidar do estrangeiro, que recebe críticas de mau atendimento. Com as várias reclamações, o secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, comprometeu-se a facilitar o máximo possível a regularização definitiva de imigrantes beneficiados pela anistia realizada em 2009.
Imigrantes anistiados têm prazo atê este mês
Em julho de 2009, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 11.961, oferecendo o direito de os imigrantes em situação irregular ficarem no país, cerca de 45 mil estrangeiros na época. Agora é preciso que os anistiados com a residência provisória peçam a permanente. Os prazos vencem em agosto. Eles devem procurar a Polícia Federal.
TRÊS VISÕES DOS
IMIGRANTES
1 Imigrantes são bem
aceitos no Brasil
Pesquisa mundial do instituto de
pesquisa Ipsos MORI divulgada
na última sexta mostra que o
Brasil é o país que vê os imigrantes
de maneira mais positiva
(49%). Foram ouvidas 17 mil pessoas
em 23 países.
2 Há países em que há
muita rejeição
O número de pessoas insatisfeitas
com a presença de estrangeiros
foi consideravelmente maior
em alguns países europeus, como
Rússia (77%), Bélgica (72%), Grã-
Bretanha (71%), Itália (67%) e Espanha
(67%). Na Argentina também
houve muita rejeição (61%).
3 Maior queixa é
tomada de emprego
As queixas principais contra os
imigrantes são o aumento da dificuldade
para conseguir emprego
nos países e a pressão extra
sobre os serviços públicos que
acaba os deixando precários.
+ Autorizações concedidas a estrangeiros para trabalhar
Brasil
2008 - 43.993
2009 - 42.914
2010 - 56.006
Primeiro semestre de 2010 - 22.188
Primeiro semestre de 2011 - 26.545 -> alta de 20%
2009 - 42.914
2010 - 56.006
Primeiro semestre de 2010 - 22.188
Primeiro semestre de 2011 - 26.545 -> alta de 20%
Estado de São Paulo
2008 - 17.229
2009 - 18.956
2010 - 22.371
Primeiro semestre de 2010 - 6.890
Primeiro semestre de 2011 - 9.635 -> alta de 39%
2009 - 18.956
2010 - 22.371
Primeiro semestre de 2010 - 6.890
Primeiro semestre de 2011 - 9.635 -> alta de 39%
+ Valores de investimento efetuados por estrangeiros pessoa física
Estado de São Paulo
2010 - R$ 43.274.162,85
Primeiro semestre de 2010 - R$ 13.008.076,04
Primeiro semestre de 2011 - R$ 25.204.712,07 -> alta de 94%
Primeiro semestre de 2011 - R$ 25.204.712,07 -> alta de 94%
+ Ocupação dos estrangeiros no estado de São Paulo
Primeiro semestre de 2011
Estrangeiro na condição de artista ou desportista, sem vínculo empregatício - 3.246
Assistência Técnica por prazo até 90 dias; sem vínculo empregatício - 1.503
Tripulante de Embarcação de Turismo, sem vínculo empregatício - 1.424
Especialista com vínculo empregatício - 1.063
Assistência Técnica, Cooperação Técnica e Transferência de Tecnologia - sem vínculo empregatício - 725
Administradores, Diretores, Gerentes e Executivos com poderes de gestão e Concomitância - 398
Estrangeiro para trabalho a bordo de embarcação ou plataforma estrangeira - 277
Investidor Pessoa Física - 147
Outros - 852
Assistência Técnica por prazo até 90 dias; sem vínculo empregatício - 1.503
Tripulante de Embarcação de Turismo, sem vínculo empregatício - 1.424
Especialista com vínculo empregatício - 1.063
Assistência Técnica, Cooperação Técnica e Transferência de Tecnologia - sem vínculo empregatício - 725
Administradores, Diretores, Gerentes e Executivos com poderes de gestão e Concomitância - 398
Estrangeiro para trabalho a bordo de embarcação ou plataforma estrangeira - 277
Investidor Pessoa Física - 147
Outros - 852
+ Principal origens dos estrangeiros no estado de São Paulo
Primeiro semestre de 2011
EUA 1.820
Alemanha 747
Reino Unido 664
Filipinas 531
Japão 505
China 496
Índia 392
França 362
Venezuela 334
Espanha 268
Fonte: Coordenação Geral de Imigração
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Bolsa de Valores já tem saída de investidores
A BM&FBovespa registrou, em julho, queda no número de investidores na figura de pessoa física no mercado de ações, para 598.223 contas. O número é 0,83% menor do que o registrado em junho, de 603.259 investidores. Em 12 meses, o melhor número foi em setembro do ano passado, com 630.895.
As Bolsas do mundo todo estão mal das pernas, isso explica a fuga do pequeno investidor, que perdeu dinheiro. Há um pessimismo em relação aos países europeus e aos EUA, que enfrentam graves problemas de dívida pública e desemprego. No Brasil, a saída da Bolsa ocorre também por causa dos juros altos e da inflação. E também receio de um tombo grande por parte dos inexperientes.
O que fazer? /Apesar dos maus resultados atualmente na Bolsa, o economista especialista em mercado de capitais internacional e professor da BBS (Business School), Ricardo Torres, não acha que seja a melhor solução “abandonar o barco”. “É um momento de queda no preço de ações, o investidor vai perder dinheiro se vendê-las”, afirma.
Se o investidor tiver reservas para suportar esse período de instabilidade, o ideal é deixar as ações paradas e até esperar um momento de piora para comprar novas ações. “O Ibovespa [termômetro de negócios da Bolsa] deve cair mais. Quando voltar para os 47 mil pontos é hora de comprar ações mais baratas. O grande truque da Bolsa é comprar em momentos certos”, orienta. Ele prevê que a Bolsa deve melhorar em 2012.
Ibovespa fechou julho em - 5,74%. Maioria de investidores são estrangeiros (32,73%)
Dívida pública dos EUA é de US$ 14,58 trilhões, valor que supera o PIB de 2010
Renda fixa comemora juros altos
O Brasil tem os maiores juros do planeta. O Banco Central voltou a elevar a taxa de juros no mês passado, desta vez para 12,5% ao ano. As aplicações em renda fixa, por esse motivo, estão mais atrativas. Os fundos de investimento registraram uma captação de R$ 45,8 bilhões no primeiro semestre, segundo dados da Anbima (Associação Nacional das Entidades do Mercado Financeiro). Mas vale lembrar que os fundos cobram taxa de administração e podem ter Imposto de Renda.
As Bolsas do mundo todo estão mal das pernas, isso explica a fuga do pequeno investidor, que perdeu dinheiro. Há um pessimismo em relação aos países europeus e aos EUA, que enfrentam graves problemas de dívida pública e desemprego. No Brasil, a saída da Bolsa ocorre também por causa dos juros altos e da inflação. E também receio de um tombo grande por parte dos inexperientes.
O que fazer? /Apesar dos maus resultados atualmente na Bolsa, o economista especialista em mercado de capitais internacional e professor da BBS (Business School), Ricardo Torres, não acha que seja a melhor solução “abandonar o barco”. “É um momento de queda no preço de ações, o investidor vai perder dinheiro se vendê-las”, afirma.
Se o investidor tiver reservas para suportar esse período de instabilidade, o ideal é deixar as ações paradas e até esperar um momento de piora para comprar novas ações. “O Ibovespa [termômetro de negócios da Bolsa] deve cair mais. Quando voltar para os 47 mil pontos é hora de comprar ações mais baratas. O grande truque da Bolsa é comprar em momentos certos”, orienta. Ele prevê que a Bolsa deve melhorar em 2012.
Ibovespa fechou julho em - 5,74%. Maioria de investidores são estrangeiros (32,73%)
Dívida pública dos EUA é de US$ 14,58 trilhões, valor que supera o PIB de 2010
Renda fixa comemora juros altos
O Brasil tem os maiores juros do planeta. O Banco Central voltou a elevar a taxa de juros no mês passado, desta vez para 12,5% ao ano. As aplicações em renda fixa, por esse motivo, estão mais atrativas. Os fundos de investimento registraram uma captação de R$ 45,8 bilhões no primeiro semestre, segundo dados da Anbima (Associação Nacional das Entidades do Mercado Financeiro). Mas vale lembrar que os fundos cobram taxa de administração e podem ter Imposto de Renda.
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